A depressão está hoje na ordem do dia. São muitas as vezes em que ouvimos falar sobre ela e, no entanto, com este falar também se vão propagando alguns mitos.

Por vezes, a depressão ainda é vista como uma mera “preguiça” ou falta de “força de vontade”.

Ao mesmo tempo, a designação de depressão generalizou-se de tal modo que assistimos a uma tendência de interpretar a tristeza como se de uma depressão se tratasse, quando na realidade se tratam de experiências diferentes.

Afinal, que sinais podem ajudar a reconhecer um episódio depressivo? Ou a necessidade de cuidar (mais) de si?

Deixo alguns:

  • Perda de interesse pelas actividades que anteriormente proporcionavam prazer;
  • Tendência ao isolamento social;
  • Pensamentos críticos, “tenhos” e “devos” implacáveis de auto-desvalorização ou culpa;
  • Desesperança face ao futuro, associada ou não a pensamentos sobre a morte;
  • Tristeza pronunciada, associada ao sentimento de menos-valia ou não-merecimento;
  • Irritabilidade ou tensão;
  • Diminuição do desejo sexual;
  • Dores generalizadas (e.g. dor de cabeça);
  • Questionamento sobre o sentido da vida ou vazio existencial;
  • Dificuldades de concentração ou manutenção do foco;
  • Fadiga, lentificação ou sensação de falta de energia;
  • Necessidade de dormir muito ou insónia;
  • Alterações nos hábitos de alimentação, com perda/aumento do apetite ou peso.

A identificação destes sinais é crucial na procura de apoio profissional, possibilitando a promoção do bem-estar e do auto-cuidado. Com estes, a recuperação de vitalidade, confiança em si e propósito de vida.