Nunca a liberdade de escolher foi tão incentivada, entre inúmeras opções que temos à nossa disposição, em produtos e serviços, possibilidades de caminhos e projectos. Apesar disto, nem sempre a liberdade de escolher é sentida como algo a celebrar. É também aqui que se colocam questões: Que decisão tomar? Como vou escolher? Que consequências esta decisão traz?

Escolher implica, pelo menos em algum momento, abdicar de outras opções. E esta escolha pode gerar desconforto, dúvida, indecisão. As nossas escolhas e decisões não se tomam sozinhas, precisam de um agente que lhes dê corpo, pensamento e voz.

Segundo Sartre, estamos condenados a ser livres! ­­­­

A única opção que não está à nossa disposição é Não escolher. Sempre que adiamos ou deixamos para os outros também estamos a escolher! Em cada momento da vida, e nas mais pequenas coisas, estamos a tomar decisões, por vezes até sem nos darmos conta. Uma forma de celebrar a liberdade de escolher passa por tornarmos conscientes as nossas escolhas.

Tornarmo-nos conscientes, antes de mais, do Eu que as escolhe.